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INIBIR um comportamento NÃO é o mesmo que o MODIFICAR



Se o seu filho cair e magoar-se no joelho, talvez consiga parar o choro dele ao dar-lhe festas e um abraço. Parar de chorar é, portanto, a "inibição do comportamento". Ou seja, consegue impedir que ele chore, mas se a ferida no joelho não for tratada, o problema vai continuar.

Só quando a ferida for desinfetada, é que estará a resolver a raiz do problema, finalmente o seu filho se sentirá melhor. Tratar a ferida é, portanto, a “modificação do comportamento”.

Por que é que isto é relevante?

Porque se nos concentrarmos apenas em interromper os sinais que o cão nos dá, como seja ladrar ou rosnar, nunca obteremos uma mudança de comportamento duradoura que será resultado de uma mudança nas suas emoções, como medo ou frustração.

Se magoarmos ou assustarmos um cão por rosnar, ele pode simplesmente deixar de avisar. Cães que “mordem do nada” são muitas vezes o resultado de terem sido punidos por rosnar.

Só porque o cão parou de ladrar ou rosnar num determinado contexto, não significa que esteja calmo e que o treino aversivo que foi usado, como dar um puxão na coleira de bicos, tenha feito “magia”!

Ao parecer calmo à “tona de água", ele pode estar apenas a desligar-se no momento, mas por dentro, não sabemos qual a dimensão e intensidade da emoção.

Concluindo, eles podem deixar de avisar mas se estiverem numa situação que os superem, podem rapidamente resolver a situação, mordendo.

O outro efeito secundário em tratar apenas os sinais é que vamos piorar os medos subjacentes.

Não só o cão está com medo com o que se passou, como por exemplo ter rosnado para uma criança que berrou perto do seu focinho ou ter ladrado para um cão que passou junto a si, que agora, esse evento é acompanhado de dor, correção, perda de respiração por causa dos puxões na trela de esgana ou dor causada por uma coleira de choque ou de bicos.

A verdadeira mudança de comportamento precisa de tempo porque estamos a ajudar o cão a fazer novas associações e a mudar as emoções subjacentes sobre o que sente em relação a algum estímulo. Ou seja, só será possível mudar o comportamento quando o cão consegue mudar a emoção que sente.

Se o seu cão está a ter um comportamento com o qual não se sente bem e não sabe o que fazer, por favor, peça ajuda. Não se concentre apenas em “corrigir” os sinais, porque vai certamente piorar a raiz do problema.

Agende a sua sessão.

Seja o melhor guardião!



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